quinta-feira, 14 de outubro de 2010

A ISONOMIA DE COTAS NAS UNIVERSIDADES É UTÓPICA


COLUNA

Este fato está relacionado com a minha realidade atual e com a realidade da maioria dos estudantes de classe baixa deste país.

É visível a degradação da educação no país, diariamente ele é conduzido por administradores hipócritas e totalmente despreparados para governá-lo, mas que são PDH em manipulação de leis constituintes em benefício próprio.

São marcadas audiências constantes para discutir como será resolvida a questão das cotas raciais nas universidades. Embora, não vejo o que discutir, pois perante a Constituição a qual eles mesmos criaram, nos foi garantido "direitos sociais e individuais, que garante a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna". Mas, parece que esqueceram todos esses direitos que nos foram garantidos.
Pois, se temos direito a "igualdade", porque existir cotas, se perante a lei somos todos iguais?

O fato é que nossas leis não são postas em prática quando se trata dos menos favorecidos. É vergonhosa a realidade existente, pois se pararmos para analisar a prática educacional por outro ângulo, veremos a disponibilidade e a quantidade de estudantes capacitados a entrar em uma universidade pública no país. Mas, que não conseguem entrar devido as cotas.

Logo, fica fácil perceber a dualidade de um sistema falho e racista.
A prova disto são os estudantes de classe alta que conseguem entrar na universidade pública, mas que passeiam constantemente em carros de luxo, ocupando a vaga de quem realmente precisa estar ali, simplesmente pelo fato de serem brancos.


Acredito eu, que a situação exige uma fiscalização precisa e eficaz, para que assim possam ser garantidos os direitos a quem realmente é e direito, ou seja, se realmente as cotas precisam existir, elas terão que ser cotas financeiras e não raciais.

Mony Cavalcante

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Apenas sonhos infantis, ou vítimas do capitalismo desenfreado?

Diante de um mundo tão capitalista como o que vivemos, não é de se estranhar como a sociedade é influenciada todos os anos por datas comememorativas, datas essas que visam apenas o consumismo desenfreado. E não haveria de ser diferente, pois a população vive alienada, preocupada em correr contra o tempo, buscando trabalhar cada vez mais para atingir um padrão de vida considerável e acabam deixando de lado o que realmente importa, o  carinho por seus filhos e a sua importância na vida deles. E devido sua ausência constante, muitos dos pais buscam suprir as necessidades de seus filhos, agradando-os com presentes caros, principalmente no dia das crianças, muitos dos pais abrem margen a sua ludicidade, como se estivessem vendo seus filhos naquele instante com determinados brinquedos e acabam exagerando nas compras para impressioná-los, na tentativa de demonstrar o quanto amam seus filhos, embora sejam tão ausentes em seu dia-a-dia. Nesse sentido acabam exagerando nas compras, onde terminam caindo na tentação das publicidades e nas facilidades de pagamentos dos mais variados cartões, contudo acabam se individando por um longo tempo, mas mero engando deles por achar que presenteá-los é tudo.
O fato é que, a criança desde o momento em que nasce, ela vive em constante aprendizado, e a infância é um momento da vida em que ela passa por uma metamorfose onde fica em contato direto com uma grande quantidade de informações, e brincar é a maneira mais deliciosa e prazerosa dela captar todas essas informações, para que possa entender melhor esse mundo de tantas possibilidades.
E é por isso que elas são tão facilmente iludidas com os agrados que ganham daqueles que amam, mas que durante todo esse processo de aprendizado, existem determinados momentos em que ela acaba por cobrar o carinho, o afeto, o amor e principalmente a ausencia de seus protetores, pois a criança além de sensível ela é muito inteligente e facilmente percebe e sente falta do que realmente ela precisa durante o seu desenvolvimento.
Durante as fases de aprendizado, a cada dia que passa ela adquire novos direitos, e o principal deles é o brincar, o de ter infância, o que nem sempre acontece devido a rotina que seus pais as impõe, seguida de tantas obrigações com esportes e estudos, e também devido a falta de tempo para ficar com elas, ou seja, a cada dia que passa as crianças vem perdendo o seu espaço lúdico, por conta do egoísmo de muitos adultos frustados que possivelmente não tiveram infância, e que fazem com que seus filhos também percam a sua, e isso tem que mudar, pois a única obrigação da criança é ser criança.



Por: Mony Cavalcante

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

O CORAÇÃO DO BRASIL

Dentro do ordeiro Coração do Brasil
Abriga grandes nomes e lembranças daqueles que sabiam nutrir o verdadeiro sentimento por sua pátria,
Sentimento esse, que parece não ter fim por sua terra adorada.
Eternizando assim a filosofia de seus melhores momentos,
Quem dera fosse assim todas as pátrias, com laços estreitos de afetos para que haja a mais completa união junto ao seu povo.
Assim é o nosso imenso e sagrado país, divino de belezas naturais, que valem mais que qualquer diamante aos nossos olhos, meros mortais;
Que conhece o verdadeiro valor de sua pátria, da sua preciosidade natural  e divina.
O nosso Brasil é beleza edênica e eterna, independente de qualquer estação.

Mony Cavalcante

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Sociedade de Consumo e Mídia


Por: Mony Cavalcante

Tudo começou na Inglaterra na metade do século XVIII durante a revolução industrial, momento esse, onde a força do trabalho foi substituída por máquinas e viabilizou um desenvolvimento bastante ousado para a época.

Para que se tenha um entendimento do que é retratado neste artigo, e como tudo começou, foi preciso fazer uma viagem no tempo. Para ser mais precisa, entre 1760 à 1850.

A industrialização de certa forma obteve um acúmulo interessante e significativo de capital, com a fabricação de bens. Mas, não se tratava apenas disso. Existiam outros fatores que envolvia tal questão. Principalmente porque a situação ocultava o tráfico de escravos, e outros interesses como a hegemonia naval por exemplo. Cuja, também aconteceu na Inglaterra no mesmo período. 





O fato é, a sociedade de consumo resume-se a um grande mercado, onde só se fica e se situa quem tem algum objeto para vender ou algo a comprar.

As produções ilimitadas de mercadorias, e as vendas indeterminadas são as grandes finalidades e características dessa sociedade.

Seus padrões básicos e essenciais estão postos sobre dois sustentos fundamentais: Econômico e filosófico.

Por meio desses dois modelos, os indivíduos foram vistos e dados como livres e iguais, ou seja, todos passaram a exercer direitos iguais em relação à riqueza. Mas, desde que a mesma fosse obtida pelo mérito empreendedor de cada um.

Ao mesmo tempo, foi concedida a liberdade de consumo, e não só no ponto de vista material, mas também no espiritual. Entretanto, no campo da administração do pacto-jurídico-social é necessário a sua sustentação. Uma vez que o indivíduo se realiza através de sensações.

A sociedade de consumo alimenta-se de desejos e sentimentos,  mas principalmente do alcance de lucros a qualquer preço. Ela também se projeta de novas necessidades e da insatisfação constante com o que se tem, daí a vontade incessante de se ter mais e mais.

Boa Ventura de Souza Santos, quando submeteu-se a uma reflexão dessa sociedade na última década do século XX, fez-se entender que “o culto dos objetos”, é sucedâneo das relações entre os indivíduos, ou seja, a relação intersubjetiva passou a ser “intercedida” pela esfera dos objetos de consumo.

A sacralização do consumo e “o culto de objetos” são articulados pelos “recados” e informações da propaganda publicadas no mercado de mídia e pretendem assegurar a manutenção, a reprodução, o bom resultado e a perpetuação da sociedade geradora e consumidora de mercadorias.

De acordo com o pensamento de Ventura, a medida em que uma parte da sociedade buscava evoluir, para ostentar suas riquezas, outra metade mergulhava cada vez mais em um caus de desigualdade social.

Tal afirmativa do autor era tão contundente na época, que podemos vivencia até os dias de hoje tamanha deliberação pelo consumo exacerbado.  

O modo de vida da sociedade de consumo é baseado em hábitos, que ela própria estabelece na sua individualidade. Este corpo social é constantemente estimulado pela mídia a ceder suas apelações hipnóticas, garantindo assim a produtividade da mesma.

A coletividade vive em constante formatação, sem ao menos perceber que vive sobre forte influência imaginária da mídia.

A mídia, por saber da falta de parcialidade de seus consumidores, capazes de tudo para satisfazer suas necessidades e caprichos, utiliza-se de seu poder persuasivo, e coloca a venda uma variedade de produtos de forma atrativa.

De maneira simultânea, ela visa reduzir a publicidade de produtos anteriormente anunciados, objetivando uma nova lucratividade do mesmo artigo, devido a mudança de embalagem. 

Um exemplo claro disso, é a forma como buscam fazer a apresentação de artefatos nos meios comunicativos, deixando os possíveis consumidores altamente seduzidos.

Não conseguindo separar suas reais necessidades do seu desejo de consumo; à procura de satisfazer suas excentricidades, logo ficam encantados com a diversidade de vantagens e idéias sedutoras, que veem em forma de linguagem midiática.

O poder que o espetáculo midiático tem diante de uma pessoa consumista, não é uma afirmação da aparência que fica no lugar da realidade. Mas, talvez seja uma negação visível da vida.

Ou talvez o indivíduo consumista, simplesmente não consiga enxergar que tal espetáculo, além de ser uma dimensão específica, da evolução tecnológica que desvenda o nosso real, também nos remeta a uma encenação de paixão pelo consumo, que fixa em nosso imaginário independente da classe, grupo ou etnia.


quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Você não está mais em mim

POEMA

Após tudo que aconteceu,
Serei apenas uma boa e tímida amiga,
Será assim que te verei de agora em diante...
E sei bem o porque.

Então deixarei que se vá, não tenhas dúvida que agora, apenas seremos bons amigos, e nada mais.
Eu não quero que duvide do meu amor, pois ele é sincero.
Quero apenas que compreendas tudo.

Pois um amor, escondido como o de nós dois.
Só poderá ficar, entre gestos e palavras...
Para sentirmos o coração parar, ao lembrar-mos de tudo o que aconteceu...
Sem notar o ruído das pessoas ao redor,
Deixando ir-se os minutos e os dias em companhia do sol.

Gostaria de poder falar mais de você, mas sem temer o que dizer,
Também gostaria que dissesse aquilo que nasceu em você, após me conhecer, mas a sua covardia, o seu medo ou a sua falta de coragem não o deixa dizer.

Dessa forma será o nosso amor,
E não como nós dois sabemos que queremos... Eu sinto...
Nele sempre haverá palavras belas, teremos dias cheios de novas emoções, a vida cheia de ações, mas com pessoas que parecerão ser estranhas, nunca um com o outro.
Olhos com olhar apaixonado, q
ue darão inveja ao sol de vossas tardes sem idade. Embora você tente desviar constantemente minha atenção, eu me recuso a isso.

Mas, me escute!
É muito fácil se machucar, ainda que não queira machucar ninguém, quando o amor está começando.

Ele não é para mim, nem para você, tanto que serei apenas uma boa e tímida amiga, já entendi que você não é para mim, mesmo sabendo que o meu amor continue nascendo em mim...

Mony Cavalcante

Essencial


“Sonhar é preciso, porque temos potencialmente recursos para produzir sentidos em que ética, técnica e estética estejam a serviço de uma estratégia humanizadora do Jornalismo”.

Cremilda Medina (1991)


Na corerria do dia-a-dia nos deparamos com muitas coisas que temos que fazer, mas  tudo é uma questão de escolha.
Nós, seres humanos somos muito paradoxais, temos essa nessecidade que é inerente ao homem, mas que ao mesmo tempo como relato acima, também é questão de escolha.
O tempo todo estamos buscando algo que faça sentido em nossas vidas, sempre questionando o como e o porque das coisas, mas nunca cessamos essa busca. Pois, ao mesmo tempo que nos entregamos a nossos pensamentos quanto a esses questionamentos, nos dividimos no que vem a ser razão ou emoção, certo ou errado, bom ou rim, hora! muitas vezes nada parece ter muito sentido mesmo, fazer o que!
Mas, sempre chega o momento em que paramos e nos remetemos novamente a realidade, é quando surge um medo enexplicável, o que é normal, é quando descobrimos que não procuramos algo mas, alguém que busque respostas para nossos questionamentos, dúvidas e ansiedades.
Hora tentamos desistir dessa busca incansável, e afundamos dentro de uma ilusão, que geralmente é o que chamamos de felicidade, felicidade sim, pois ninguém jamais busca na ilusão a infelicidade.
O fato é que são tantos sentimentos, diante de tantos acontecimentos, que na verdade a vida vais nos mostrando o que nós mesmos vamos criando, mas que ao mesmo tempo vamos nos afastando de tudo o que realmente acreditamos e almeijamos.
É justamente nesse momento em que percebemos o quanto estamos distante da nossa realidade, de algo que estava muito próximo de nós, e do que vem a ser essencial em nossas vidas.
Mas não desistimos, estamos sempre dispostos a irmos cada vez mais longe, em busca de nossos objetivos, é quando realmente percebemos que nessa pressa, talvez nada aconteça, que talvez o essencial seja invisível ou inalcançável aos nossos olhos...

Mony Cavalcante

A ARTE FOTOGRÁFICA COMO COMUNICAÇÃO



Quando falo em arte fotográfica, sem dúvida percebo que ela é o meio de comunicação e informação mais óbvio que existe. Embora, além de nos passar sensações de frustrações, ansiedade, desejo, felicidade, entre outros, sentimentos, ela também nos traz registros fascinantes, que dependendo do contexto transcende a realidade óbvia, sem falar nos pontos de vistas que na maioria das vezes geram uma gama de questionamentos que impossibilita chegar-mos a um determinado consenso.
Contudo, a arte fotográfica nos deixa a indagar constantemente, todo o conteúdo existente na imagem em si. E são exatamente esses questionamentos, que fazem da fotografia algo apaixonante e ao mesmo tempo assustador, pois como dizia Santaella e Noth 1996, “a fotografia assemelha-se a morte, devido à ausência de movimento na imagem, como se fosse uma espécie de congelamento para toda a eternidade.”
Mas, vamos pensar assim; se não fosse a fotografia? Jamais teríamos como registrar determinados momentos que nos remete a um corte da realidade, no momento em que captamos as imagens. Isso mesmo, para obtermos uma foto nós contamos com a produção de imagens através de uma passagem pela luz, que passou por um determinado orifício. Se não fosse ela, jamais teríamos como relembrar o passado, que ao mesmo tempo parece ser o hoje em nossas lembranças, sejam elas tristes ou felizes.
O fato é que a fotografia só é arte, quando através dela podemos fazer com que as pessoas vivenciem e viagem nelas, como se estivessem dentro das mesmas naquele momento, fazendo com que o mesmo fique registrado em suas lembranças.     
Hoje em dia a Fotografia, tanto a denunciativa, artística, publicitária enfim, ela em geral, é fundamental para o exercício jornalístico: é preciso tê-la sempre em mente para em momento algum esquecer de que, a fotografia como arte no jornalismo não é qualquer das duas coisas. Mas, como toda atividade humana, interage com ambas.
Nesse sentido é crível dizer que na fotografia, seja ela qual for, sempre iremos perceber sua complexidade, pois ela engloba muitos aspectos e assim fica difícil chegarmos a um determinado consenso.

Mony Cavalcante